sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Parolices

Os mesmos que choraram, beijaram e bajularam a família McCann, actualmente assobiam, apupam e verbalmente agridem o casal à porta das instalações da PJ de Portimão onde assentaram arraiais.

Dizia uma senhora com sotaque do norte: “estou cá de férias e vim aqui, já há três horas que aqui estou...a ver“.

Dizia um senhor de idade: “só fui a casa há pouco, mas voltei logo, já cá estou desde as 6 da tarde (dizia isto alegremente para o jornalista que o inquiria perto da meia noite)”

Associando esta atitude, a outra, que se prende com a normal reacção mirone das pessoas cada vez que vêem um acidente de trânsito, só nos resta pensar que somos uma cambada de emplastros parolos!

6 comentários:

Rubina disse...

Podes mesmo crer. Essa gente não tem vida própria? Agora percebo porque estamos na depressão económica, essa gente fica horas de pé para seguir a vida dos outros e não trabalha. Até os jornalistas ingleses comentam não perceber o que faz a população ali parada horas a fio...

blackstar disse...

Eu uso frequentemente a expressão "Todos nós temos um emplastro dentro de nós!" :)

Breaking the Waves disse...

Escreveste aquilo que tenho pensado esta noite que me dispus a ver as notícias! Dá-me náuseas todo este folclore em torno de algo tão triste que é o desaparecimento de uma criança!!!!

É repugnante, absurdo!!!!

Nokas disse...

Concordo em absoluto com todos. Este triste caso, virou "folclore" para quem ali vive ou passa férias.
Custa-me pensar que a atitude destas pessoas é representativa da pobreza de espírito e da falta de valores duma população, que é a nossa.
Será que se confunde solidariedade com bisbilhotice?

Yashmeen disse...

Aqui em Espanha também tem sido notícia de abertura do telejornal. A jornalista espanhola pergunta ao jornalista português que cobre a notícia:
-"Crees que la madre ha muerto la niña?"
O jornalista responde (assim, literalmente, como transcrevo):
- Te voy a responder en inglés. Two words: maybe yes, maybe no"

Fiquei maravilhada. A sério.
Este caso enoja-me por vários motivos: em primeiro lugar, antes de vitimizar os pais, haveria que ter haver realmente indícios de que a miúda tivesse sido raptada. Esta foi a maior mentira colectiva a que assisti nos últimos anos (quase tão grande como o "arrependimento" que o Nazigner quer demonstrar em relação ao povo judeu). Em segundo lugar, QUATRO MILHÕES DE EUROS foram angariados para que esses homicidas vivessem à grande sob o belo sol algarvio... quem vai devolver agora o dinheiro já gasto???

Marta disse...

E com falta de uma vida