segunda-feira, 9 de outubro de 2006

R.I.P. Procurador Geral da Republica - Souto Moura


Quanto a mim:

teve a virtude de não ceder a pressões;
de não se intimidar com os factos;
de querer uma justiça equitativa;
de tentar, sim, de pelo menos tentar.

Teve muitos outros defeitos, mas, quem os não tem !

Esperemos que o próximo, ao contrário do que infelizmente já ouvi em “bastidores”, não seja permeável aos interesses de alguns e não venha a revelar-se um “pau mandado”.

Agradeço-te Souto Moura pelo abanão que deste à classe política instalada. Fazendo-os crer, um pouco só, que afinal são iguais aos “pequeninos”, sujeitos à mesma justiça: lenta, morosa e nem sempre justa. Agradeço-te por teres dado eco à voz do povo, dos normalmente mais fracos e que muitos julgavam que não tinham o direito de se indignarem. Aqueles que certos senhores julgam ser "cidadãos de 2ª", objectos dos "de 1ª".

5 comentários:

Pedro Ferreira, Visconde de Cunhaú disse...

Porque será que estas temáticas interessantes nunca são correspondidas por grande número de comentários ou o pessoal se resume a escrever lugares comuns!? :)
Queres-te rir? Coloquei no Condado uma colectânea de videos maravilha de políticos locais.

ARTEMINORCA disse...

Olá Lois!
Engraçado, em relação a Souto Moura sempre tive a impressão que ele, como tu dizes, tentou "arrumar a casa", tinha a impressão que era boa pessoa e bastante vertical mas que pecou por falar demais e, por ser boa pessoa, não ter guardado muitas situações que só contribuiram para a sua má imagem. Ele próprio disse que faria tudo da mesma forma outra vez mas que devia ter contratado um mediador de imagem.
Bem, isto são impressões, claro!
Quanto aos professores. Sabes, muito do que se passava no teu tempo de aluno de secundário hoje já não se passa, digo hoje, mesmo sem falar na revisão do estatuto da carreira docente. Passaram-se ali anos de autêntica balda, não quer dizer que todos os profissionais fossem baldas, com certeza tiveste professores que falatavam pouco e ensinavam bem, mas, de facto, o próprio sistema convidava à balda. Isto também porque não havia fiscalização. Refiro-me aos atestados falsos que muitos docentes metiam. Deresto, faltas injustificadas nunca foram possíveis, com três faltas injustificadas o professor teria graves dificuldades em progredir na carreira. Mas entre atestados, licenças de dias para formação, doenças de familiares dependentes, etc... ainda se podia usar 12 dias de faltas a descontar nas férias, duas por mês. Claro que os chicos espertos pensavam assim: deixa-me dar as faltas de férias todas porque chegado a Agosto a escola não tem nada para fazer e eu tenho, na mesma, o mês inteiro para as gozar. Balda total, concordo. Mas, repito, como vês era o próprio sistema que permitia. Pesava aqui unicamente a consciência ou não do docente.
Agora, com a proposta do ministério para o estatuto da carreira docente é a ditadura total. Em vez de se inspeccionar os atestados falsos e as baixas fraudulentas, põe-se tudo no mesmo saco e aquilo que se pretende fazer é pura e simplesmente tirar direitos que devem estar consignados na Constituição da República. Agora é assim, segundo quer a ministra: só poderemos faltar 3% das aulas que devemos leccionar ao longo do ano senão não podemos progredir na carreira e podemos obter a classificação de insuficiente, ao fim de 2 classificações destas vamos para a rua da carreira. 3% das aulas são cerca de seis dias por ano. Se tivermos o azar de nos morrer alguém directo, temos direito a cinco dias, logo só podemos ficar mais um dia doente. Se tivermos uma doença de mais de seis dias a mesma coisa, licença de casamento (sete dias) já ultrapassa o aceitável. Percebeste?
Eu, que não sei o que se passa na privada, penso que aí também não é assim, pois não?
Por isso te digo, infelizmente não é ironia minha, é mesmo assim.
Desculpa o tamanho do texto mas foi para me fazer explicar.
Obrigada pela tua visita, é sempre um prazer ler os teus comentários! Lu

LFM disse...

LoiS,
Explica-me como se eu fosse muito b..........
Mas porque motivo tentou e não fez?
Será essa a prova cabal de que não vale a pena termos um Procurador Geral ? ! ?

Xuinha disse...

Bela homenagem!

O fato fica-lhe a matar!

:)

Beijocas

LoiS disse...

LFM eu não sou homem para explicar muito sobre este melindroso assunto. Sou povão como dizem os brasileiros: sinto, leio, observo e analiso à minha maneira !

A classe política e os senhores da bola andaram como nunca os tinha visto, olha como que em estado de sítio !!!

Para mim isso é positivo, como refiro no post.

Nada ainda resultou no que respeita a condenações, mas para lá caminhamos, pelo menos espero !

Além de que o mal da justiça, outro dos ..., está na morosidade e lentidão da mesma, não esperaria que o Procurador conseguisse tudo, mas mexeu em muita m* lá isso mexeu e asustou ;)))))))

Abraços