quarta-feira, 5 de março de 2008

"Morte aos polícias"

Portugal, país de brandos costumes, é já, uma característica do passado.

Agarrados a essa ideia, ainda temos tentativas de ocultação por parte das entidades com responsabilidades, na compreensível tentativa de acalmar a população. A recente morte no Shopping Colombo e a consequente tentativa de justificação, pouco credível, de que a mesma se tratou de um suicídio (com 3 facadas), é disso sintomática.

Actualmente vivemos uma guerra violenta de gangs da noite no Porto, que já acumulam 10 mortes; assaltos à mão armada que terminam em morte; furtos que acabam em assassínios; inocentes que se tornam em vítimas cadáveres, acontecem igualmente a Norte e a Sul.

A principal causa, quanto a mim, prende-se com a crescente sensação de impunidade e aumento do descrédito na justiça e nos seus “players”. O cada vez menor apoio às forças policiais - quer pelo poder político, quer pela população em geral - e a crescente contradição pública das decisões dos tribunais, contribuem grandemente para isso. Claro que a inclusão/exclusão social, a imigração ilegal, ajudam e muito a esta “fogueira”.

Avisos não podemos dizer que não os tivemos. A França a Alemanha e outros países que estão “1000 palmos” à nossa frente, por isto passaram e por isto passam ainda. Chegou a nossa vez! Parece que todos o esperávamos impávidos e serenos, com pitadas de combustível para que a coisa chegasse ainda mais depressa.

Outra coisa que tenho reparado, é que se alguém aponta o dedo para acusar algum marginal, colocando-se do lado da polícia e dos seus hipotéticos excessos, é logo visto como um fascista insensível. Está muito mais na “moda” avançar e punir todos aqueles que responsabilidades têm em nos proteger.

Acreditem, ainda agora isto está a começar.

3 comentários:

Yashmeen disse...

É o que eu digo: este paternalismo social vai-nos sair caro.

PS: Temos que falar mais ;)

lélé disse...

Eu acho que, antes da sensação de impunidade, está a desresponsabilização, a desumanização, a globalização e, porque já tem ãos a mais, do capitalismo selvagem (que expressão batida!... mas é mesmo isso que penso!...)

Capitão-Mor disse...

Boa análise meu caro amigo. Cada vez tenho mais a sensação que a integração de Portugal na UE e a recente avalanche imigratória acarretou mudanças muito rápidas no país dos brandos costumes. Mas tudo isto me faz enumerar uns tópicos de coisas que considero urgentes e fazer alguma futurologia:
1- Contratar, remunerar e equipar da melhor maneira as forças policiais.

2- Deixar para trás todos os traumas que a PIDE deixou entre nós e avançar com um serviço de inteligência a sério. Não adianta procurar possíveis terroristas islâmicos (isso é mera fantasia em Portugal) e apostar num trabalho profundo nas periferias das grandes cidades. Neste campo, seria util utilizar alguns africanos de segunda e terceira geração para uma maior eficácia nas acções preventivas.

3- Ignorar essas teorias muito em voga nos partidos de extrema esquerda da moda (BE) que encaram as forças de segurança como inimigas e racistas.

4- Maior controle na imigração e punição severa dos patronato que se aproveita dessa mão de obra barata e sem regalias sociais.

5- Acredito que a extrema direita portugesa tenha um franco crescimento nos próximos anos.

Bom fim de semana!