sábado, 5 de maio de 2007

Madeleine McCann


O terror que a família da Madeleine McCann está a passar, em parte, por solidariedade, sinto-o também. Terrível demais!

Não me alongo mais em comentários dentro do prisma daquilo que todos temos lido e ouvido ao longo destes ENORMES dias que já passaram.

Quero referir antes o que acabo de ler nas notícias da imprensa online do Reino Unido. Numa reportagem do reputadíssimo Sunday Times, que por curiosidade consultei e onde alonguei essa minha leitura aos 35 comentários de opinião dos leitores.

O que registo aqui é que todos os comentários ao horror que aconteceu, ou melhor, quase todos eles, apresentam importantes denominadores comuns: algumas críticas aos pais assim como solidariedade profunda para com eles.

O que eu mais temia neste tipo de comentários “livres” encontrei! Um comentário depreciativo em relação ao meu país, ao Portugal, em 35 que nada referem contra Portugal, apareceu um que só focava isso…e de quem? de uma portuguesa !!!!!!!!

Ingleses, espanhóis e muito mais gente comentou, a única pessoa de Portugal que opina, só critica depreciativamente tudo e todos do seu país (justiça, polícias…)!

Glorioso povo este, que até na dor de outrem fala mal do que é seu. Somos uns frustrados é o que somos!

Volta depressa e bem Madeleine McCann !!!!!!

23 comentários:

Capitão-Mor disse...

Bom, parece que não é nem assim...
Vou reproduzir aqui um post de uma amiga minha que vive em Londres.

"Desde o primeiro momento em que ouvi a história fiquei alerta. Afinal, foi em Portugal que o casal inglês perdeu a filha, e sendo portuguesa fico ainda mais atenta ao desfecho, que espero que seja feliz. Não sou mãe, mas um dos primeiros pensamentos que tive foi também este: como é que os pais foram jantar com amigos e deixam a filha, de três anos, sozinha a dormir num quarto de hotel de um país que não é o deles?! Ninguém é perfeito, e como disse por enquanto não sou mãe, e nem sou perfeita. Mas achei logo lamentável e inconsequente. Agora quando vejo os pais passarem à "fase nojo" e começarem a atacar as autoridades portuguesas, enquanto a imprensa britânica explora o caso até à exaustão, passo-me mesmo dos carretos. Quem foram os irresponsáveis em primeira mão? Se tinham serviço de babysitter no hotel e resolveram dispensar, deixando a filha SOZINHA, como é que têm a lata de acusar quem quer que seja? Encontrem lá a Madeleine e dêem depois um chá ao casal..."

Maríita disse...

LoiS,

Talvez saibas que a minha amiga Salta Pocinhas vive perto de Lagos e tem também ela uma filha. Na sexta-feira, ainda nada se sabia sobre este caso, ela dizia-me que até para ir buscar o pão ao fundo da rua levava a filha com ela (isto se a criança não estivesse no jardim infantil). Quando estive agora na Madeira, o Hotel em que estive dispunha de serviço de babby sitter e eu comentei com a minha mãe que era óptimo para os pais e que era muito conveniente para poderem ter um jantar a dois sem as crianças, a resposta da minha mãe e lembra-te qual é a profissão dela, foi lapidar: "Quem tem filhos tem que abdicar de algumas coisas, nunca se devem confiar as crianças à guarda de desconhecidos, não sabemos quem são as baby sitters nem que tipo de tratamento vão dispensar à criança, por outro lado, é traumático para a criança ficar com um desconhecido" posto isto, é de lamentar que um casal de médicos, tenha deixado dois gémeos de dois anos sozinhos num quarto de um apartamento de hotel, acompanhados pela irmã de 3 anos. Não é altura de atirar pedras aos pais, mas é bom que as pessoas não se esqueça que a maioria dos acidentes com crianças sucedem quando estas são deixadas sozinhas. Um rapto não é um acidente, mas elas estavam sozinhas e este ponto é de realçar.

Por outro lado, e pegando na ideia que o Capitão-mor deixou no ar, os pais para aliviarem a culpabilidade que sentem, acompanhados pela comunicação social britânica, decidiram acusar as autoridades portuguesas de estarem a ser pouco profissionais e de não estarem a fazer tudo o que está ao alcance delas para resolverem o assunto. O próprio embaixador do Reino Unido em Portugal, John Buck, se escusou a comentar a actuação das autoridades portuguesas deixando no ar uma ambivalência própria de um embaixador, mas que não ajuda muito ao caso.

Finalmente, espero que esta criança regresse a casa, que não tenha sido molestada sexualmente (como se teme agora) e finalmente, espero que este casal e família agradeçam às autoridades portuguesas o seu trabalho. Existem muitos casos em que a actuação das forças policiais é menos célere e cuidada, como todos sabemos.

Jade disse...

Concordo com os comentários do Capitão e da Maria. Também eu penso que a situação foi facilitada pelos pais que deixaram os três filhos sozinhos num quarto.
Também sabemos que em situações de tensão, há a tendência para encontrar bodes expiatórios e neste caso culpa-se a alegada ineficácia das autoridades portuguesas, mas isso não pode servir para escamotear a realidade e a realidade é que as crianças estavam sozinhas à mercê de toda a sorte de perigos. No meio de tudo isto, espero que a pequena Madeleine apareça e que este caso não adquira contornos ainda mais sombrios...
Um beijo, Lois

Silvia F. disse...

Portugal é um óptimo país para passar férias e viver pois apesar das lacunas profundas que todos sabemos, este país é um paraíso em termos de paz. No entanto verdade seja dita Portugal na mente dos que vivem supostamente num pais desenvolvido, Portugal pertence aos paises 3º mundistas... A imagem que remetemos é de atrasados em todas as áreas (o que em alguns aspectos devo concordar, infelizmente).
Uns camones vêm cá passar uns dias no Algarve. Deixam filhos de tenra idade sozinhos em casa enquanto vão jantar... sem comentários!
O alarme foi dado passado não se sabe bem quanto tempo depois do desaparecimento da menina, as autoridades têm culpa, atrasaram-se demais dizem... sem comentários!
Foi uma portuguesa que disse mal do nosso país mas não falta muito para que a opinião pública inglesa se vire contra as autoridades, os serviços prestados... em Portugal. É normal afinal somos os atrasados da Europa.
Espero que encontrem a Madeleine sã e salva afinal ela não tem culpa de ter uns pais tão irresponsáveis.
Lamentável!

Silvia F. disse...

Opsss, tenho-me esquecido de te mandar beijos!!! Embora saiba que me odeias, já não ia conseguir adormecer, aqui vai:
Beijos à murro ;)))

Sofia disse...

Esse é o segundo post que leio sobre o assunto Madeleine. Receio que a notícia ainda não tenha sido alardeada no Brasil. Concordo plenamente com o comentário da Maria sobre a "irresponsabilidade" dos pais, mas também imagino a dor que estão sentindo agora.
O que eu espero agora é que as autoridades portuguesas consigam solucionar esse caso.
Abraços

Breaking the Waves disse...

Espero que a criança seja encontrada e que os danos sejam os mínimos possíveis, pois um rapto já será per si traumático!
Não consigo deixar de pensar os pais como pessoas no minimo negligentes. Uma criança não se deixa só, muito menos três crianças e muito menos em local desconhecido!
De qualquer forma já tinha lido o texto que o Capitão aqui reproduz e hoje fiquei espantada, porque nas noticias os pais agradeciam às autoridades portuguesas!
Acredito que estejam desorientados e a quente fala-se sem pensar!

LoiS disse...

A crítica aos país em todo o lado é um denominador comum. Em todo o lado!

Relatei aqui um outro prisma, o da crítica a Portugal, aos portugueses, feita por uma portuguesa em comentário à notícia a um órgão de comunicação estrangeiro.

Críticas existirão sempre. É de salutar que muitas das vezes existam. Fazem com que a discussão ocorra.

Mas será de bom tom inundar as opiniões lá de fora com frustrações internas? Achei decadente e de uma falta de bom tom e de amor próprio enormes!

Caros, já se fala que foi um Inglês o raptor, que conhecia a forma de actuação dos pais das crianças. Sairá agora algum inglês a criticar os ingleses e a Inglaterra com esta história?

Não me parece!

LoiS disse...

Floribella:

Tu ainda entraste pela minha opinião, será que é para te redimires da tua desistência à luta? por inexistência de confronto perante o meu último desafio?

Beijos à Lagareiro!

Docinho disse...

De lamentar...

Beijinhs

LFM disse...

Porra, porra, porra!
Como te compreendo.
Como sabes, digo mal deste país a torto e a direito, mas nunca numa situação destas. Aliás até julgo que somos bastante tranquilos, se nos estivermos a referir ao rapto de menores.
Gostava tanto de acreditar num desfecho milagroso como por vezes gostava de acreditar que existe um Deus, mas lamentavelmente este incidente apenas vai reforçar a minha veia de ateu.
O sofrimento destes pais deve ser atroz, pois indirectamente proporcionaram o rapto.
Para finalizar, só espero que a confirmar-se o pior desfecho, os pais não estejam implicados. Desculpa lá, mas não consigo domar a minha imaginação e a humanidade que me rodeia não me faz mudar.

TONY, Duque do Mucifal disse...

aMIGO,
É uma tragédia e já sabemos que há quem aponte o dedo ao nosso País. Mas me parece que não se pode culpar Portugal de nada o que se passou, porque foi em Inglaterra que mataram aquelas 2 raparigas que tinham sido raptadas. E foram uns putos ingleses que cometeram tal crime. Somos um País atrasado em algumas coisas, mas por amor de Deus, não somos um País crimonoso nem perigoso.
Espero que essa criança regresse sã e salva.
A MINHA FÉ VAI PARA A PEQUENA MADALEINE!

LoiS disse...

LfM: Nem mais, sem tirar nem pôr!

ToNy: Somos o que somos pela gente que temos ;)

Silvia F. disse...

Morango azedo,
Partindo do pressuposto que sou a "floribella" (a minha heroina preferida, quando a vejo fico logo pedrada! ;))), lamento informar-te que, de facto, partilhamos da mesma opinião. Aliás o contrário seria inadmissível!
Não percebi o "redimires" e o "último desafio"!!! Qual último desafio?? Hein? Hein?

marta disse...

Eu concordo contigo Lois. O que aconteceu, aconteceu aqui, como poderia ter acontecido em Inglaterra, como na China, ou em qualquer outro lugar do mundo e com qualquer outra pessoa, até com os pais mais dedicados e atentos, pq há coisas que simplesmente acontecem e ninguem sabe como. Assumir responsabilidades, claro está é a parte mais difícil e que ninguem quer, é sempre mais fácil atirar com a culpa seja para cima de quem for.
De qualquer forma, mesmo considerando que não se deixa uma criança de 3 anos sozinha em casa, não vale a pena estarmos agora aqui a julgar os outros como se nós fossemos todos perfeitos e inatingíveis, pq não somos e falhamos nas situações mais incríveis e impensáveis. Irresponsáveis ou não, são os pais da criança e mais ninguem que estão a sofrer a consequência da escola deles, ou da irresponsabilidade deles e parece-me a mim que já devem estar a sofrer o suficiente! Mas as pessoas preferem censurar, criticar, julgar, culpar, disparar seja para onde for, em vez de se centrarem no principal e a unica coisa que importa que é saber onde e como está a criança!

david santos disse...

Lois, desculpa! Até tenho medo de falar sobre este caso. É que se nos dá na cabeça começar por arranjar culpados, nunca mais paramos: há culpados por todos os lados.
Mas os pais, Lois, mas os pais...
Olha, tenho medo de falar.
Parabéns e que a menina apareça já!

blackstar disse...

Tenho muitas dificuldades em comentar este caso... está cheio de pormenores que dificultam o meu entendimento (claro que o facto de, por vezes, ser mesmo muito lenta na compreensão não ajuda nada! ;))
Mas, pelo que percebi, o cerne do teu post não é o caso em questão, mas sim a atitude mesquinha (na minha opinião) de uma pessoa que critica aquilo que consideras que deveria defender!
Há ou havia uma publicidade qualquer que dizia "Se eu não gostar de mim, quem gostará?" Eu atrevo-me a mudá-la, neste caso, para "Se nós não gostarmos do que é nosso, quem gostará?"

Subscrevo o teu desejo final!

Bjs

Marta disse...

Exmo sr

Tenho o prazer de o convidar para a inauguração do meu tasco! Finalmente! Mais vale tarde que nunca! :)

beijo
Guru

Yashmeen disse...

Enquanto mãe, fiz-me a mesma pergunta: mas que pais são esses que largam crianças tão pequenas num hotel? Porém, no sul de Espanha assisti a espectáculos lamentáveis como o de bebés de meses em discotecas barulhentas às tantas da manhã, alemães bêbedos na praia que nem se importavam que os filhos brincassem com as garrafas vazias, crianças que se afogavam porque os pais pura e simplesmente as deixavam andar na água sem qualquer vigilância e, acima de tudo, centenas de crianças em estado grave devido a insolações por permanência excessiva na praia e falta de líquidos. Sabes qual o denominador comum? Eram todos nórdicos. Os "latinos" tinham as suas crianças bem tratadas e controladas, e geralmente só eram vistos na praia com crianças pequenas a horas decentes. Excepções há, é certo, mas os ingleses e os alemães pautam-se por uma certa irresponsabilidade em tempos de férias. E claro, "ajuda-te e Deus te ajudará", não é? De raptos ninguém está livre, mas de um peso destes na consciência de ter deixado um filho ao deus-dará sim.
Quanto a Portugal, até é um destino de férias bem seguro, se as pessoas tomarem um mínimo de precauções - e falo em comparação com toda a Costa del Sol e Costa Brava, que conheço como a palma das minhas mãos.

Abraço.

LoiS disse...

Começo a desesperar, é tempo a mais!

Desejo que a investigação pelo menos esteja já concentrada numa hipótese apenas, com base em certezas.

Ando a ver C.S.I a mais e acredito em todas as hipóteses, epero que os investigadores já não !

Capitão-Mor disse...

Pegando na tua teoria da conspiração (que poderá ser utilizada em futuras blogséries), acredito que os pais da miúda sejam agentes infiltrados do Ministério do Turismo de Cuba. Desta forma arrasam com o ALLgarve e desviam os fluxos turísticos para a ilha comunista. Bom, um pouquinho de humor para desanuviar essa psicose...

Capitão-Mor disse...

Agora num registo mais sério (ainda que em final de festa):
No ano passado a recém nascida Andreia Pinto foi raptada de uma maternidade em Penafiel. Na altura não houve buscas, retratos-robôs, barreiras policiais, cães patrulha, Protecção Civil, bombeiros, missas, comunicados, conferências de imprensa da Judiciária e 150 homens a percorrem a pé as ruas de penafiel. Só foi encontrada por causa de uma denúncia anónima mais de um ano depois.
Má sorte da Andreia não ter nascido inglesa e estar de férias no Algarve.

LoiS disse...

Concordo contigo!

É que agora temos a agravante dos olhos externos estarem cá dentro.