- Sabi mamãe, a Tatiana nãu qué fazê mesmo nada nãui, tou cançada de à ajudá, ela qué mesmo é nãu fazé nada. Tou farta!
Tratava-se de um diálogo telefónico, de longa distância, assim concluí, numa cabine telefónica do hall de entrada da zona dos W.C.s de um centro comercial dos subúrbios da grande Lisboa.
- Nãui mãmãe, é como o Carlão e à Lara, viu qui mi fizeram? perdi o trabalho por causa dêlis, nãuuu douu mais trabalho pá ninguém.
Esta jovem estava com uma bata de um estabelecimento de restauração do centro comercial, trabalhadora e prejudicada pelos seus comparsas, mais uma conclusão minha.
A minha ideia sobre a imigração/emigração actual é muito assim, muitos têm uma atitude como a da Tatiana, Carlão e Lara. Aliás, tenho uma empregada imigrante que me atestou nesta conclusão ainda há dias, talvez até de uma forma mais radical, pois como me disse, sente-se prejudicada.
Deverão ter acesso a subsídios e a permanência nos países receptores, este tipo de “trabalhadores”?
A vaga emigradora de portugueses dos anos 60, dava-se a este luxo? Talvez esta nova vaga, a deste novo século o faça!
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Emigrantes de hoje
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5 comentários:
Os portugueses nisso tambem sao 5 estrelas. Lixam os conterraneos num sopro...lol...Por isso, e fugir deles...
"Em Roma sê romano"... Se aqui em Portugal tivéssemos autoridade moral para decidir da permanência de imigrantes que pretendem não trabalhar... E não é porque os portugueses não sejam trabalhadores, muito pelo contrário, mas precisam de um pouco mais de incentivo...
Já é facto adquirido: somos o covil dos lobos de fora.
Assim seja. Nada a fazer. A acrescentar, muito menos.
Bom fim-de-semana, Lois.
Lisa
Os emigrantes ou imigrantes desafiam o novo, o diferente de cada país. Um bom fim de semana.
Oh pá... estou com uma dúvida muito forte... por que é que "cançada" para soar a brasileiro tem de ser escrito com ç e não com s?! É que nem consigo dizer mais nada com esta questão a ecoar no meu cérebro?!
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