quarta-feira, 20 de junho de 2007

Entrevista global

Já posso dizer que a minha terra é mesmo uma terra cada vez mais global. Somos parte de um mundo desenvolvido, finalmente!

A invasão feita por nós em certos países do mundo, deu lugar à invasão do nosso país.

Este tema é delicado, existirá alguém por certo que me acusará de roçar a xenofobia, mas que se dane, eu de facto cada vez mais constato isso nas mais variadas situações de vida.

Por exemplo, é recorrente nas Tv´s/Rádios, naquelas entrevistas de rua: "olhe, por favor, o que acha de ... ", no leque dos aleatórios entrevistados aparecer sempre um, quando não é até mais que um, a responder com sotaque, ou mesmo a arranhar e muito num paupérrimo português. SEMPRE!

Nesta minha estatística de sofá, quatro hipóteses coloco:

1. O português de gema não se passeia muito na rua;
2. O português de gema esconde-se quando vê uma câmara ou microfone;
3. O "português estrangeiro" corre para o jornalista cada vez que o vê;
4. Cada vez existem mais estrangeiros a viver no nosso país.

Transcrevo parte de uma entrevista de rua recente, que deu para rir, ouvida na rádio:

- O que pensa das festas do cavalo na Golegã e da largada de toiros em Santarém?
- "Você sabiii, aqui o pôvo português nãuu têiii muta festa nãuuu, é muito pouco féstivo, assim, semprí é bouíii têmos festa, com ou sem cavalu ou toíiiro, com o qui quê qui seja agênti gostá muito."

Aldeia global, temos que estar preparados e na volta aprendermos...aculturalmente, e se der para acabar com as touradas, tanto melhor!

14 comentários:

blackstar disse...

Gostei da expressão "que se dane" neste texto! É a prova de que o mundo é uma aldeia global!

Beijo

Xuinha Foguetão disse...

A parte do mundo desenvolvido é que não sei não!

Ahahahahaha!

Beijos

Marta disse...

Cada vez há mais estrangeiros e cada vez há menos empregos! Pois é...

docinho disse...

É meisssmo né??

Beijois

Jade disse...

À semelhança do grande êxodo português que ocorreu há umas décadas atrás, também agora o nosso país é porto de abrigo para muitos estrangeiros que tentam a sua sorte aqui. Não sei é se terão, efectivamente, muita sorte...
É facto que a comunidade imigrante é cada vez maior e isso tem como consequência provável problemas que é preciso acautelar.
Compreendo as pessoas que procuram melhorar de vida noutros países, ainda que eu não o conseguisse fazer.
Beijos!

pedropina disse...

ola!

fiz-te uma nomeação!

VEJAM NO MEU BLOG

e ......VOTEM!!!!

p.p.

Rubina disse...

É mesmo, temos muito para aprender com o multiculturalismo! Beijinhos

LFM disse...

... sobretudo, desde que dê para acabar com as touradas

Maria Melo disse...

Lois,

eu diria que as entrevistas de rua são maioritariamnete feitas em Lisboa e realmente esta cidade está cada vez mais "multicultural"

Quanto ao falar mal o portugês - imaginemo-nos a falar Inglês com um Inglês. Por mais conhecimentos que tenhamos da lingua e que tentemos ter a pronuncia mais correcta - acho que acabamos sempre por fazer essa figurinha que comentas!

Sempre que ouvimos declarações e atitudes xenofobos, pensamos logo em anti-civismo, em mentes limitadas e em racismo. Mas o que é facto, é que é fácil pensar assim, quando se vive numa cidade mais pacata, onde ver um negro ou um indiano é coisa rara, mas quando se convive constantemente e continuamente com eles é que somos verdadeiramente confrontados com as nossas crenças anti-racismo.

beijos

Anónimo disse...

Temos mais um candidato PNR!?

Maria Melo disse...

Já agora gostava de saber o que é um PNR???

E pode responder como anonimo!!!

LoiS disse...

Já agora, onde preencho a ficha?

Docinho disse...

Viva a liberdade de expressão, principalmente não identificada (anónimo)

Beijinhos, Loisito

Maria Melo disse...

... não tinha percebido a sigla!!!
Não faço a minima ideia - e defenitivamente, penso que não é por aí que se resolvem as coisas...

A globalização é impossível de travar, já não há como fechar fronteiras!!! Temos que aprender a viver e conviver com culturas diferentes ou então optar por viver fora dos grandes centros urbanos.