terça-feira, 17 de abril de 2007

Psicologia Social

O recente caso da Universidade da Virgínia trouxe-me à memória uma teoria que considero acertada, que refere mais coisa menos coisa que a publicitação deste tipo de ocorrências encoraja a sua repetição com uma maior frequência.

Em tempos ficou demonstrado que os suicídios no metro de NY, noticiados pela imprensa, potenciavam novos suicídios nos dias subsequentes.

Para se chegar à conclusão acima relatada, inicialmente sugeriu-se um pacto de silêncio junto da imprensa no que concerne à visibilidade dada as esse tipo de ocorrências. Verificou-se logo após, que de facto, começaram a ocorrer casos isolados desse tipo de suicídios, ao contrário da virose que ocorria anteriormente cada vez que um desses casos era amplamente noticiado.

Onde quero chegar?

Esta ocorrência nas escolas está a ser recorrente. Uma barbárie de facto. Mas recorrente. Todos nós temos na memória outras barbáries do estilo, muitas nos EUA e outras no resto do mundo.

...

Um indivíduo entrou numa agência bancária ameaçando tudo e todos com uma arma e uma eventual bomba. Não foi um assalto, foi uma acção em desespero de alguém que resistia à penhora da sua casa.

Atendendo às dívidas em crescendo, à EURIBOR em alta, ao estilo de vida de todos. É de prever novas ocorrências do género!

Que o banco não se lembre de desistir da penhora agora, é o meu desejo!

6 comentários:

freemind disse...

Nos EUA tudo é possível... quando toda a gente compra arma como quem compra uma revista ali no quiosque da esquina, não sei porquê, mas estes factos não supreendem.

Já em Portugal a arma que é facultada é o crescente e fácil endividamento... muitos deixa-se levar sem pensar nas consequências... e depois dá nisto: alguém de 60 e tal anos a entrar em desespero absoluto, em vista de perder a casa e incapaz de sustentar a familia.

É o mundo que temos!

CaCo disse...

Nos EUA até se podem assaltar bancos com telemóvel...

Eu julgo que falta legislação relativamente às financeiras. O povo queixava-se que só os ricos tinham acesso ao crédito, a verdade é que quando o acesso começou a ser facilitado a todos começaram a aparecer casos de sobreendividamento. A liberdade tem destas coisas. É preciso saber geri-la. Julgo que também fazem falta acções de formação sobre gestão familiar.

Espero que faça sentido o que escrevi... foi à pressa, mas é uma assunto que me interessa.

Mar disse...

De facto, a publicitação destas situações faz com que estas se repitam mais vezes, porque na verdade o ser humano aprende observando e depois imitando, e ele imita, principalmente se observar que o outro não sofreu consequências, daí também concordar contigo: espero que o banco não desista da penhora. E a história vai mostrando que de facto esta tendência para a observação / imitação é cada vez mais perigosa (se não for explicada) e só lembrar o caso do enforcamento de saddam. Em relação a Portugal, quero acreditar que as coisas nunca cheguem a estes extremos principalmente devido as regras que existem em Portugal acerca da compra e porte de arma, embora isto não seja uma garantia. O ser humano é ser imprevisível.

Capitão-Mor disse...

A propósito desta matéria, aconselho o visionamento de "Elephant" de Gus Van Sant.

A propósito do endividamento dos portugueses e a crescente perda de compra no país, não sei o que dizer...parece que caímos num poço sem fundo. Depois ainda há quem me queira convencer que isso por aí é só maravilhas. Cada vez o meu regresso parece mais distante pelo andar da carruagem.

Maríita disse...

É engraçado, eu não tenho a mesma leitura dos eventos, aliás, parece-me que estou numa de paranóia rebuscada, mas tanto o aluno que matou os 32+1, como os outros de Columbine tinham algo em comum, era estudantes de inglês, convinha ver o que é que eles estavam a estudar nesse momento para ver o que poderia levar a este acto. Afinal "The Catcher in the Rye" levou a um dos assassinatos mais famosos da história.

Beijinhos

Xuinha Foguetão disse...

Isso também acontece por cá nos casos dos barricados.
Lembro-me do Súbtil nas instalações da RTP e depois surgiu esse tal pacto de silêncio junto da imprensa para evitar o encorajamento da repetição destas situações.

O problema nos EUA é que eles vivem destes episódios e estão sempre a dar-lhes visibilidade.